segunda-feira, abril 13, 2015

um pedido para meu benzinho

cafone-me.





(e
depois
cafuné
me 
dê)

sábado, abril 11, 2015

jabuti

precisava trabalhar, mas fiz um teste desses de internet e deu que o bicho que mais combina comigo é o cachorro. fechei o laptop meio triste e não convencida. meu desejo é ter um jabuti. é claro que na infância meu sonho era ter um cachorro. hoje, no mais velho que cheguei na vida até esse instante, vinte anos e alguns dias e horas, escolho bichos, vontades e tudo aquilo que se pode mostrar pelo estilo, pela política e por alguma filosofia. mas na infância pode se ter vontades porque se tem vontades e ponto. a máxima da exposição é começar a expor que se quer. na querência incoerente de alguém que chora por um churros logo depois de ter comido um bolo. fui quase gorda quando pequena. o que me rendeu traumas e caráter. minha mãe era alérgica a cachorros. e conforme o não se mantinha, o sonho em ter um cachorro aumentava proporcionalmente. anos depois viveria a mesma sina com os amores. na vida nada se perde, tudo se ressignifica. então tive um peixe que se chamava cachorro. um beta azul que me empolgou por uma semana como um passo ao maior cuidado do mundo sendo entendido por mim. não mais do que por aqueles sete dias. e depois tive peixes para continuar brincando. chamei-os de gatos, um casal, a fêmea matou o macho. me fazendo chorar ouvindo "Tigresa". ou isso é uma memória inventada? depois tive o hamster, o pássaro, até que percebi que poderia ir além e tive peixes chamados de hipopotamo, pelicano e até pterodátilo. hoje em dia teria jabutis. são bichos admiráveis. assim como as tartarugas marinhas, mas sem a coisa projeto Tamar e possibilidade de extinção, que as faz mais especial. além da graciosidade. que falta nos jabutis. jabutis são a nova tendência do meu apego. filosoficamente falando. claro. ter a própria casa sob as costas, de acordo com seu peso e poder andar por ai, sendo seu próprio abrigo nos dias de chuva, sua própria meta e sua própria rede da velhice. sem ar condicionados de vizinhos pingando. tendo em seu próprio corpo seu designer de interiores. pense num estômago-cadeira de balanço. jabutis de meia-idade podem ir para onde quiser, sem se preocupar com o seguro desemprego ou um financiamento caixa. a bolha imobiliária não os afetou. nem os afastou do coração de sua cidade. vou ter um jabuti e viver ao lado dele. ou talvez seja o nome do meu próximo peixe.