quinta-feira, março 28, 2013

love me tender

um dia houve aquele momento em que sentávamos a beira do mar e esperávamos a lua chegar e prometíamos que iriamos nos levar menos a sério e que agora sim o mundo estava em nossas mãos e nós íamos sair e desabrochar e dançar juntinho e jurar e jurar e jurar que tudo aquilo que vivêssemos juntos ia ser maior e mais especial do que qualquer passado e futuro e o ar era sempre bom e eu queria te respirar sem medo e eu queria tanto e tanto te dizer tanta coisa que eu não dizia evitando a possibilidade daquilo acabar e eu queria somente nos eternizar e acredite nisso que eu só e sempre quis que fosse tudo pra sempre e mesmo que impossível e que a gente risse das mesmas coisas e se odiasse nos mesmos defeitos e que eu te oferecesse café mesmo sabendo que você não gosta de bebidas fortes e você aceitava e aceitava um gole porque era legal e porque você sabia que eu acharia legal e isso é tão importante não é mesmo e interrogações hoje vão e vem que eu nem consigo mais localizá-las e me prendo a tudo que eu sei que existe naquele dia que sentados esperávamos a lua e só isso mesmo e aquele dia também em que how deep is your love tocava e a gente achava lindo demais e ai ouvíamos de novo e de novo e de novo e você cantou pra eu dormir e a gente não dormiu e graças a Deus a gente dormia menos e nossos corpos ecoavam todos os sons daquelas canções bregas e eu que hoje vou dormir sozinha com você aqui tão perto e não consigo entender o que a gente fez de tão errado e porque o que eu sinto continua  aumentando mais e mais e mais e mais e eu sei o que eu quero cada vez menos e não dá tempo pra pedir um tempo e a vida tá jogando mais coisa pra gente nunca parar de pensar e eu prefiro assim só lembrar do que já se foi para adiar a hora de ir e dai nunca mais.

É um grande pesar.

Mais triste do quando a paixão
ou
até mesmo
quando o amor,

é quando o

café

esfria.














nada se compara. nem adianta me comprar bombons ou falar que passa.