quinta-feira, julho 15, 2010

Insônia, fidelidade em alta e gostos.

Insônia, insônia, insônia...

Depois de ficar entrando e saindo do facebook, MSN e Orkut. Finalmente, pensei: Opa! Eu aluguei três filmes, seria bom eu tirar a bunda dessa cadeira em frente ao computador. Quem sabe parar de tentar me transformar em mais uma adolescente alienada e tentar preencher meu tempo com um pouquinho de cultura.

Muito bem, muito bem, como eu disse, eu aluguei três filmes: Manhattan do Woody Allen, 500 dias com ela de Marc Webb e Alta Fidelidade de Stephen Frears.
Os filmes que eu peguei tem muito haver com esse momento de vida que eu estou passando, talvez eu possa ser chamada de romântica-depressiva ou integrante do “lonely hearts club band”, coisas nesse gênero. Aluguei-os de propósito, auto-afirmação de sentimento. Tipo um depressivo que ouve Radiohead, um babaca ouvindo Restart ou quando alguém com raiva ouve Metálica... (ok, quando eu estou com raiva costumo quebrar coisas, tipo a minha janela. É sério.)

Melhor dizendo: estou num momento indefinido. Tem alguma coisa haver com relações. Diria que é momento que está cheio de alguma coisa que não sabe bem o que é, mas, quer ir pra algum lugar. Deu pra entender?
Não deu, né? Entre pro clube.

Escolhi  – as 4:30 da madrugada – ver “Alta Fidelidade”. Eu já li o livro, que é do Nick hornby, um dos meus escritores favoritos, e claro, o livro também é um dos meus favoritos.

O filme não mostra muitas coisas que no livro eu considerei importantes, mas, mesmo assim não perde sua graça e não deixou de me envolver.
Até porque os atores estão muito soltos e todos tem química, a trilha sonora é boa, o roteiro engraçado e inteligente e o “meaning” do filme é muito próximo do que eu procuro, penso, sinto e aprendi sobre relacionamentos e homens (uuh, ela já é uma mulher que analisa homens e feelings... I Just try, baby)

Outro ponto forte é que o filme é com John Cusack, que é um charme, um puta ator e que fez um Rob - o protagonista - bem perto daquele que eu imaginei lendo.
Ah, já ia esquecer: a atuação engraçadíssima de Jack Black vale muito a pena também.

Algumas frases do filme estão revirando a minha cabeça como: “Não é o que você gosta, mas, o que você é que realmente importa”
Ok, ok, ok... Mas, você me levaria a sério se eu te falasse que eu curto Latino? Não.
E what about Bjork? No mínimo você vai pensar que eu sou uma Cult mau-humorada, meio depressiva.
Então, eu não curto gente que passa pela vida sem ter ouvido, ou pior sem ter tido o interesse de ouvir “Janis Joplin”, “The Doors” ou “Chico Buarque”... e olha que eu não to exigindo coisas tipo “ouça Edith Piaf”, “sabe aquela banda tcheca...” ou conheça “Bach” e “Mozart”... Eu pego leve.

Mas, sim, você é o que você ouve. E eu não tenho tesão em gente que tem a “playlist” avessa da minha.
Outra coisa, falo isso porque eu sou muito o que eu gosto. Tipo, narcisita do jeito que eu sou, eu só gosto daquilo que de alguma forma eu me identifico. Eu sou a Meryl Streep, o Jack Nicholson, o Tony Ramos, os Cardigans, a Madeleine Peyroux, a Fernanda Young, músicas de Caetano, Mutantes... É isso! Desculpe a decepção, Nick. Aliás, eu sou um pouco você também, meu chapa.

É, e tem cenas não saem da cabeça também:
http://www.youtube.com/watch?v=i8q5wiMYojo
Eu quero que alguém fale algo parecido de mim um dia e dane-se se ele for um idiota egoísta. (quem não é?)

Bem, a conclusão é que eu to aqui, sozinha, ouvindo “Let’s get it on” às 7 da manhã. Pensando e repensando tantas e mesmas coisas.
Um pouquinho mais feliz com Marvie Gaye, claro.

PS: Não vou contar o filme para vocês, se quiserem aluguem e aproveitem ai. Ta aqui a sinopse:
http://www.cineplayers.com/filme.php?id=690

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