quarta-feira, julho 15, 2009

O que terá acontecido à Baby Jane? - Bette vs. Joan

Estou de férias e tracei a meta de ver um filme por dia. E então, ontem fui alugar uns filmes e fui de madrugada ver “O que terá acontecido à Baby Jane?” com Bette Davis e Joan Crawford. Sempre ouvi falar desse filme, mas, confesso que não esperava que ele fosse tudo o que foi para mim. O filme é simplesmente bárbaro, direção de luz impecável, fotografia linda, trilha sonora boa, roteiro eletrizante e atuações de tirar o fôlego. Todos impecáveis! Mas, darei ênfase nas divas. Joan Crawford me surpreendeu com a classe, com a suavidade e com a força que deu a sua personagem. Para falar a verdade, antes de ver o filme pesquisei sobre a vida dela e não gostava dela. Queimei a língua e bati palmas. Bette Davis – não sei nem como começar a falar - a cada olhar, a cada fala debochada e no crescente da sua personagem, ela me dava um negócio por dentro – talvez comparável ao negócio que me dá quando vejo Meryl Streep em “As pontes de Madison” – e ela me despertou um carinho estranhíssimo pela sua personagem. Simplesmente fantástica e intensa. Já havia me apaixonado pela sua atuação em “A Malvada” – outro filme ótimo – e agora tenho a certeza de que ela é uma fonte de inspiração para mim.

O interessante nessa história é que na vida real Bette e Joan não se suportavam! Muitos negaram fazer o filme com medo das loucuras das, nada normais, atrizes. Bette Davis falou quando Joan morreu: "Você nunca deve dizer coisas ruins sobre os mortos, você deve apenas dizer as boas. Crawford está morta. Bom .” E no filme, uma é completamente entregue a outra, uma precisa demais da outra e elas tem uma química inegável. Irônico, não?

O roteiro do filme é divino, os personagens são completamente vulneráveis, desequilibrados e, sobretudo, tão humanos. E retrata uns exemplos mais cruéis de terror psicológico. Resumindo: o filme fala da história de 2 irmãs: Jane Hudson (Davis) e Blanche (Crawford). Jane foi uma famosa atriz-mirim famosa que foi, com o tempo, esquecida; Blanche, fora uma atriz famosa e no auge da sua fama sofre um acidente e necessita de Jane por estar em uma cadeira de rodas. Elas convivem rodeadas de amarguras, com vidas repletas de mágoas, ressentimentos e inveja - principalmente Jane, que não entende o fato de não ter mais sucesso.

O filme é uma obra-prima do cinema e uma aula de atuação.

Um comentário:

  1. aahhh bette davis... não é a toa não.. deusa.

    com esses seus interesse e inspirações, nêga... aos 14 tens o intelecto 20, com a cútis de 10!

    vou ler-lhe móóóóito!

    bju

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